
"Se uma localidade é esperada que perca por 500 votos, os criminosos eleitorais apenas precisam de colocar um milhar de eleitores fantasmas para virar a situação", afirmou esse investigador. O seu custo é fácil de estimar, sabendo o preço dos transportes a alugar. ( aqui)
Em Portugal, o sistema é igualmente usado. A comunicação social citou recentemente declarações de políticos locais do PS e PSD criticando-se mutuamente por alugarem autocarros com votantes.
Em parte, essas ocorrências ficam a dever-se à possibilidade de habitar uma localidade e votar noutra. Além disso, é sempre possível "trazer" eleitores de outras localidades e inscrevê-los na localidade que é importante vencer.
Seria possível obter informação que desse uma dimensão dessas práticas. No caso das eleições de 2001 em Lisboa, foi solicitado ao gabinete do ministro da Justiça - que tutela o Arquivo de Identificação de Lisboa - que fornecesse informação sobre quantas pessoas tinham se inscrito em Lisboa nos meses anteriores às eleições autárquicas. Os serviços do gabinete do ministro deste Governo socialista nunca responderam. E a direcção do Arquivo de Identificação recusou-se a responder sem autorização do gabinete do ministro.
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